Esse site foi feito, acima de tudo, para divertir, entreter, emocionar, e sobretudo para que as pessoas que gostam de gatos a ponto de fazerem qualquer coisa por eles percebam que não estão sozinhas, e que há mais pessoas como elas, que amam os animais de todo coração.
Foi feito também para que as pessoas que gostariam de dividir sua vida com um gato ( ou dois, ou três, ou mil ) saibam que além de maravilhosa, a vida com um gato pode ser recheada de aventura, fascínio, amor e uma amizade verdadeira.
Por fim, tenho o grande desejo de poder, com as histórias dos meus gatos e dos gatos da família, tornar mais fácil enxergar que vale à pena resgatar, tratar, cuidar e amar qualquer gato, mesmo que à primeira vista ele pareça mais uma ruína do que um gato.
Então, aqui estão as histórias da Tropa Felina, para seu deleite. :)
Em abril de 98, fui encontrada em uma noite chuvosa por uma coisinha tigrada miúda e maltratada, suja e orelhuda, com cerca de 45 dias, que chamei de Mel.
Ela foi a primeira filha, super mimada e adorada acima de todas as coisas ! Em pouco tempo se tornou uma gata enorme, gorda, voluntariosa, uma gata de atitude... Atitude puramente felina.
Mel abriu passagem para outros tantos gatos, outras tantas vidas que se tornaram uma parte fundamental da minha. Filha mais velha, hoje com sete anos, continua ocupando um lugar muito especial no meu coração.
Quando tinha seis meses, encontrei em frente de casa um pequenino petibanco, Frajola Berlioz. Mas ele estava doentinho e não viveu muito tempo... Partiu deixando muita saudade.
Desinformada que eu era, comprei um casal de persas para lhe fazer companhia, Trinny e Aramis. Ambos muito amados, Trinny, a amarelinha, hoje mora com minha mãe e Aramis, meu belo gato cor de prata, continua comigo.
Dois anos depois, estava no trabalho, quando vêm me falar que havia um gato dentro do motor de um carro no estacionamento... E lá veio, depois de mais de uma hora de sufoco, o pequenino Francisco Manuel, petibanco danado, hoje transformado no líder legítimo da tropa.
Chico crescia e mordia, e muito ! Falta de quem brincar... Então, da casa de uma amiga, veio Ana Clara Esperança, siamesinha, minha princesa dos olhos azuis.
Outra amiga precisando doar e... Lá veio o paulistinha Victor Valentim, sialata abandonado ao nascer que foi adotada por uma gata dela, único sobrevivente entre seus irmãos.
O ano já era 2002 e eu estava em vias de me mudar para minha própria casa. Outra amiga tinha adotado um pretinho tirado do Campo de São Bento, mas ele detestava a boxer dela. Resultado... Mais um membro da tropa, o meigo Benjamim Blue.
Duas semanas depois, em pleno domingo de Páscoa, ouço miados em uma casa abandonada ao lado do meu prédio... Meu irmão, eu e minha mãe em polvorosa, descobrimos uma ninhada de cinco filhotes. Doei dois, e três ficaram comigo, o tigrado Lucca Gabriel, a tigrada e branca Aysha Bella e a branquinha com manchinhas tigradas Alyssa Bella.
Então já éramos nove, e mudei para a nova casa, que os gatos adoraram.
Comecinho de maio, o CCZ invade o Campo de São Bento. Fui lá protestar e encontrei uma bolinha peluda largada entre as barracas dos camelôs. No dia seguinte, uma amiga de Niterói a trouxe para mim. Mas não eram uma, eram duas !!! Minhas bebês repolhinhas, as peludas Paloma Picasso e Pandora Inês.
Resolvida a ter a escaminha que sempre quis, adoto Thalia Thirteen, que para minha tristeza partiu para o lado do Grande Gato apenas nove dias depois... Desconsolada, ganho da amiga Ana o azul e levado Pablo Neruda, abandonado há poucos dias.
Felicidade... Em outubro chega Felicity Mayfar, petibanca encontrada em uma rua movimentada de Copacabana. Um irmãozinho tinha sido levado, outro morreu atropelado. Sobrou minha pequenina, que até tentei doar mas confesso que com pouquíssimo esforço... ;o)))
Um dia depois de decidir que ela ficava, adoto a tão sonhada tricolor, Margareth Mieux, mas era tão pequenina e tão boa, que não poderia mesmo pertencer a esse mundo... Ela se foi como um anjo pequeno, e na tentativa de compensar sua perda, adotei seu irmãozinho, Pêssego Sweet, que tinha "sobrado" e a essas horas provavelmente estaria em um abrigo. Sortudo, ele é um dos gatos mais adorados pelos irmãos, muito carinhoso, um bonachão...
No Natal, a amiga Cecilia me presenteia com a belíssima Trica Lee, uma tricolor mestiça de persa que tinham abandonado com seis filhotes, maravilhosa, linda e doce.
Em janeiro de 2003, visitando a amiga Dagmar, me encanto com o pequenino Giuseppe Garibaldi, um belo pretinho básico, e o adoto. Dois dias depois, meu irmão em pânico encontra a estonteante Nikita Pikachu, uma tigrada prateada e branca, verdadeira schnauzer felina... :o)))
Família enooorme, mesmo assim meu coração balança com os encantos da super carinhosa Lauren Belatrix, que estava para adoção. Trago para casa, e ela é a melhor companheira, amorosa em todos os momentos...
Tudo estaria perfeito, mas... Minha irmã descobre uma gata grávida, e, ao tentarmos encontrá-la, descobrimos uma colônia de uns 10 gatos... Dias de tentativas e capturo Yan Julien, filhote tigrado de uns cinco meses, e sua mãe, Luciola Annya, que pensávamos estar grávida mas eram vermes mesmo.
Ufa, quanta gente !!! Não era pra entrar mais ninguém, mas...
Vou pegar um filhote na casa de uma amiga para minha irmã adotar, e trago dois, hehehehe... O intelectual Pushkin para ela, e o branquíssimo Anakin para mim... Meu gatoelho !!!
Pouco tempo depois... Bem em frente ao meu prédio, por volta das 4h da manhã, aparece uma criatura branca de pelo espetado, magro e feioso, parecendo um duende. Descemos eu e minha irmã, minha mãe e irmão vigiando da janela... E depois de muito custo capturamos o hoje lindo e gorducho Maiakovski, que também ficou com minha irmã.
Não satisfeita, vou trabalhar em uma exposição de gatos com minha amiga Lucy e... O que encontro num stand de doação ? Uma escaminha diluída, com um dos olhinhos opacos, com uma lesão de córnea... Ah, o amor... Quando se instala, é fogo !!! E chega Yasmine Shadow... :o)))
Em maio, meu aniversário, ganho de presente as gêmeas persinhas Ômega e Órion, pretinhas fumaça que vi nascer.
Em agosto, trago para casa Charlotte Brevè, persa tricolor abandonada em petição de miséria, com o pelo encaroçado e machucados por baixo. Mas é linda e boa, e logo estará integrada...
Como a inveja mata, em duas piscadelas minha irmã encontra um bebezinho preto com a pontinha do rabo cortada, cheio de marcas de unhadas de gente. E eis que chega Othello, meu sobrinho !!!
Setembro chega, e com ele um amigo da minha irmã, que depois se tornaria seu noivo, o Flávio, decide adotar dois gatos. Trago para casa Babette e Jean-Louis, que ficam comigo dois meses e... Acabam ficando. Ela, escama diluída como Yasmine, ele um belíssimo gato coral e branco.
Em outubro, infelizmente, minha amada amiga Inês parte para o lado de Deus, e resolvo adotar suas duas filhotas mais velhas: a balinesa Nikita e a tricolor Debbie, então com 10 e 15 anos.
Não era para chegar mais gente, mas... Logo no segundo dia de dezembro, abandonam cinco bebezinhos de apenas 17 dias na quadra da escola, que criei e dos quais acabei ficando com dois, Oleg, pretinho com lesão na córnea, e Ninochka, branca e preta linda, e minha irmã com mais três, o doce petibanco Noel, a exótica Mythoa, branca e preta com um olho verde e o outro azul, e a pequenina Bastet, pretinha rechonchuda e a quinta e menor da ninhada.
Em 2004, mais surpresas, e a família aumenta...
Logo no primeiro dia de fevereiro, graças à amiga Marcia, que me apresentou a Marta, uma doçura de pessoa do Gatil Mamabê, chega minha criança mais desejada, meu sonho dourado, que pensava jamais poder realizar, minha pantera - o bengal Kayin Abayomi.
Março se anuncia e, logo em seus primeiros dias, o Flávio resgata um gatinho tigrado que foi abandonado em uma caixa lacrada, atrás de um monte de entulhos, em local quase inalcançável - abandonado para morrer. Era o belíssimo Logan.
Dias depois, passando por um fotolog, vejo anunciada uma escaminha, e deixo ali o comentário de que um dia ainda teria uma, porque é uma coloração maravilhosa. No dia seguinte, vejo uma resposta, de um rapaz chamado Claudio, que dizia cuidar de alguns gatos e por coincidência, entre eles, havia uma bebê escama de tartaruga.
Bastante tentada, entro em contato com ele, e não resisto... A ninhada tinha cinco filhotes, e estavam em local de risco. Num impulso do qual jamais me arrependi, peço que traga todos para a minha casa. Meu plano era ficar com a escaminha e doar os demais, mas realmente não resisti, eram as coisas mais lindas que já vi na vida ! Gatos feitos na vida, amigos ficamos, e mantivemos contato.
Alguns dias depois, no comecinho de abril, véspera da Páscoa, um desalmado abandona na escola onde trabalho uma gata branca parindo... Encontro a gata, e depois de muito esforço, seus filhotes, que um funcionário tinha colocado em uma caixa no estacionamento. Quatro lindos filhotes recém nascidos, doces como a mãe. Como poderia deixá-los ali ? Sem saber bem o que fazer, levo a família resgatada para a casa da Luisa, de onde trago todos um mês depois, doando dois bebês amarelos para a amiga Ana, outro branquinho para uma cliente da minha veterinária, e fico com a mãe, Blanche Dubois, e uma das filhinhas, Marie Louise.
E paramos por aí ? Bem deveríamos, mas... No dia 1º de junho, minha irmã vem me pedir ajuda para pegar um filhote que estava miando na rua ao lado. Me recuso terminantemente - gatos demais ! Mas, como quando Deus quer, nada é impossível... Os desígnios da Deusa Gata são ingovernáveis, e a essas alturas, minha irmã, já familiarizada com as artes dos resgatos, conseguiu com a ajuda do namorado capturar o assustadíssimo Mannakel, pelo qual ficou imediatamente apaixonada. Eu teria escapado dessa, se ela não tivesse visto, ao se abaixar para pegar o filhote, uma coisinha mínima e peluda bem longe no fim da rua, debaixo de um carro. E eis que, desse duplo resgato, me sobra a pequena, ronronante e deliciosa Yves Dore.
Julho começa... Uma nova ninhada é abandonada na escola. Um dos filhotes consegue rapidamente um dono, mas restam dois encalhados. Parecia que nada mais aconteceria, quando recebo no trabalho um telefonema desesperado do Claudio. Estavam ameaçando matar os gatos que ele cuidava, e ele não sabia o que fazer... Transtornada, uma vez que a mãe e os irmãos dos meus filhotes ainda estavam por lá, a despeito de nossas tentativas de doá-los, mando um apelo urgente internet afora, e peço para que ele me traga dois gatos para abrigar, a mãe e o irmão dos meus pimpolhos. Minha intenção era realmente doá-los, e para isso os anunciei em vários sites e no meu próprio fotolog, mas eram adultos, e ninguém apareceu.
Nesse meio tempo, minha flor selvagem, Luciola, fica gravemente doente. Precisando de tempo para cuidá-la e de espaço para separá-la dos demais, e só tendo doado um dos bebês que encontrei, peço ajuda à amiga Catharina, que leva os dois restante para a loja e consegue doá-los para pessoas de confiança. Entrentanto, um desses pequeninos, uma tricolorzinha como Lucy, jamais sairia da minha cabeça.
Dias depois, Luciola piora irremediavelmente e sou forçada a me deparar com uma decisão que jamais pensei em tomar - a eutanásia. Não aparecia dono algum para os dois amarelos do Claudio, e tomei então a decisão de ficar com eles, que passaram a se chamar Maath e Thoth.
Fim de festa, fim de jogo. Era o que eu pensava... Aliás o que eu sempre penso... Até minha irmã encontrar mais uma gata, em fins de outubro. Uma escama como Thalia, uma escama como Pixoxó... No embalo da minha recente empolgação com a saga de Tolkien, chamei-a Éowyn Of Rohan.
Começa o ano de 2005. Na segunda semana do ano, vou à sede da Prefeitura do Rio de Janeiro buscar ração renal com a amiga Glória. Me deparo com uma infinidade de filhotes abandonados, e não resisto - trago para casa Ellena, Nise e Renée. Infelizmente, das três, apenas Ellena sobreviveria, mas me restou a certeza de que, em sua curta vidinha, as outras duas foram muito amadas.
Duas semanas depois da morte da sua amada filhinha Nise, minha irmã adota o miúdo e carismático Toulouse Lautrec.
Eu havia ficado muito triste com a morte das duas pequeninas, e me dediquei ainda mais ao site que havia criado recentemente, o Gatos do Rio. Por causa dele, acabei indo ao subúrbio fotografar os gatos do SOS Felinos, resgatados e cuidados pela Rosely. Lá, encontro uma escama peluda e lindíssima, que havia sido jogada em um valão com mais dois irmãozinhos. Paixão que bate na hora... Chega Marie Antoinette D'Anjou.
Pouco tempo depois, minha mãe, ao voltar para casa, se depara com uma criatura preta e branca bem na esquina. Seu primeiro resgatinho, seu primeiro salvamento. E assim, Yoshi Moyashi torna-se o mais novo membro da pequena tropa de sobrinhos.
E todos cresciam e se desenvolviam, e a vida seguia feliz. Mas novamente chega a Páscoa, e com ela, mais uma surpresa. No estacionamento da escola, me vejo frente a frente com um gato já crescido, mas respirando com dificuldade, de olho fechado e cheio de secreção. Um filhotão de uns seis meses de idade, preto e branco e peludo, extremamente meigo e confiante. E... Sir Gawaine Of Annya vem se juntar à tropa.
Mais recentemente, minha irmã voltou a entrar em contato com a pessoa da qual tinha adotado Toulouse, e soube de um pequeno gatinho tigrado nascido sem um dos pezinhos. E assim, chegou Lasher, um bebê amoroso e cheio de vida.
Em junho de 2005, uma gata aparece abandonada na casa ao lado do prédio. Muitos truques, muita ração e muitos dias de tocaia... E finalmente é capturada Illyanna Hope.
Em setembro, nascem na casa de uma amiga uma ninhada indesejada de quatro filhotes. Trago para casa os recém nascidos e sua mamãe, Babi.
É a experiência mais emocionante que já vivi, ver crescer e descobrir o mundo quatro bebezinhos tão cheios de saúde e energia. Acabo ficando com a mamãe e duas de suas filhotas: Tonya e Lara.
Em outubro, exatamente um mês após a chegada dos bebês, infelizmente minha amada Nikita parte, após vários tromboembolismos causados por uma cardiopatia. Sua ausência jamais vai ser preenchida.
Mas, como a vida segue, em dezembro mais duas preciosidades vêm parar em minhas mãos: Li Ming e Aiko Oyama, que haviam sido de Inês e estavam com uma protetora, que não poderia mais ficar com elas.
Desponta 2006, e com ele a promessa renovada de não mais entrar ninguém. Mas...
Em fevereiro de 2006, pouco antes do Carnaval, três gatinhas são largadas no mesmo valão de onde havia vindo Marie Antoinette. Ofereço-me para abrigá-las. Dôo uma, uma tricolor linda, e fico com as outras duas, doces escaminhas peludas, que chamo de Mystique Flower e Sweet Storm.
Ainda em fevereiro, minha irmã resgata dois gatinhos que estavam acuados e assustados no posto de gasolina da rua de trás. Doamos o belo machinho azul, e ela fica com a menininha preta e branca e feral, a pequena Kadyia.
Em março, é a vez de me despedir de Debbie, com imensa dor no coração. Aos dezoito anos, ela vai embora, vítima de falência renal, deixando um enorme vazio. Mas nem tudo é tristeza, e entra em nossas vidas uma bolinha de pêlos fofa e meiga, chamada Aléxia, a primeira gata do meu irmão.
Infelizmente no último dia de julho de 2006 o destino me prega uma peça, levando embora minha irmã, com apenas 28 anos de idade. Alguns de seus gatos ficaram com seu noivo, Flávio, outros comigo...
E assim, chegamos a uma família enorme, mas muito feliz, bagunceira mas muito amada, cheia de charme e de carinhos, de miados e de companheirismo.
Mantê-la não é obviamente uma tarefa fácil, mas quando se tem o amor que sinto por eles no coração, nenhum obstáculo é intransponível, e nenhum esforço é impossível. Daria tudo o que tenho por eles, e sei que fariam o mesmo por mim.
Meus bichos são o que tenho de mais precioso, e eu nada seria sem eles. Agradeço a Deus todos os dias por tê-los comigo.

 

ADAPTAÇÃO FELINA

Contrariando toda e qualquer recomendação de gateiras mais experientes, contrariando todas as dicas presentes do supremo manual de adaptação felina, resolvi há um bom tempo desenvolver um método novo e revolucionário de fazer reinar a paz e a harmonia em meu lar.
A primeira gata a chegar aqui, a Mel, foi super mimada, adorada e festejada sobre todas as coisas. Era a rainha, a princesa, o ai-jesus. Sempre foi uma peste, honra seja feita, sempre mordedora, voluntariosa e... mijona.
Bem, com todas essas características maravilhosas, quando compramos a pequena Trinny, cuidadosamente tratamos de fazer como manda o figurinho, trocando paninhos, evitando um contato direto a princípio, apresentando as duas aos pouquinhos, sempre com muita atenção, sempre de olho, separando a qualquer sinal de agressão... O resultado ? Ódio mortal da Mel. Repulsa absoluta. Ela nunca pôde ver a Trinny passar por perto sem encher a pobre gata de pelo menos meia dúzia de tabefes. E quando brigavamos com ela, corria para se vingar na outra... Ficamos atônitos, onde tinhamos errado ?
Então veio Aramis, e, claro, resolvemos que dessa vez tudo daria certo. Novamente trocamos cheirinhos, apresentamos aos pouquinhos... Aramis adorou a Trinny. Trinny simplesmente detestou Aramis. E a Mel detestava ambos. Já completamente desiludida e me sentindo a mais péssima das mães, ficava babando com as fotos de gatos dormindo juntinhos, de um gato lambendo o outro...
Mudei de apartamento, e Mel, Trinny e Aramis ficaram por lá, morando com meu pai e minha irmã. No novo apartamento, ficamos sem gatos por mais de um ano, mas... Encontrei um bebezinho no estacionamento da escola onde trabalho, e assim chegou o lindo Francisco Manuel. Chico foi gato único e dominador por longos seis meses, até que, convencida pela força das circunstâncias e das mordidas que ele precisava de um irmão, adotei a siamesinha Ana Clara.
Resolvi que dessa vez faria diferente. Segui a minha cabeça mesmo, e cheguei às seguintes conclusões:

1º ) Um gato dificilmente mataria outro, portanto, não há maiores danos a temer, além de alguns arranhões ou mordidas;

2º ) Um gato adulto ( ou quase ) de aproximadamente cinco quilos não mata um filhote de menos de um quando pula em cima dele;

3º ) Um gato veterano precisa mostrar que manda no novato, portanto, não vou me apavorar quando ele pular em cima dela, morder suas orelhas ou dar umas patadinhas na cabeça;

4º ) Gritos felinos nem sempre significam que o pobre novato está tendo sua sentença de morte declarada pelo veterano, podem ser apenas frescurite mesmo;

5º ) Gatos embolados e rolando pelo chão nem sempre estão envolvidos em uma luta mortal, na maioria das vezes estão apenas brincando de jiu-jitsu;

6º ) Gatos veteranos precisam ser convencidos de que a chegada do novato é um presente de Bast, portanto, o céu é o limite para a quantidade de patês, snacks e outras guloseimas;

7º ) Carinho demais não mata ninguém, e provavelmente no futuro ( quando a casa estiver completamente lotada de gatos ) precisarei contratar um polvo para ajudar a distribuir coçadinhas no pescoço de todos ao mesmo tempo;

8º ) Colocar os gatinhos adormecidos um perto do outro aparentemente provoca uma séria confusão mental na cabeça dos bichanos. Como gatos só dormem juntos quando se gostam, se você faz isso e o veterano acorda com aquela criatura ao seu lado, começa a lambê-la como se fossem velhos amigos;

9º ) Comida é uma maravilhosa arma de convencimento e aproximação. Ou você acha que é por acaso que as pessoas adoram se reunir em torno de uma mesa ?

10º ) Brigar, gritar e xingar não adianta absolutamente nada quando há um gato determinado a fazer cumprir sua vontade.

Coincidência ou não, nunca mais tive problemas de adaptação. Nem entre Chico e Cacá, nem com ninguém...
Nos primeiros dias, é normal rolarem gritos, ameaças, tapas, um certo estresse. Mas na esmagadora maioria dos casos, isso não passa de alguns poucos dias. Depois, é uma paz...
E ao contrário do que se possa imaginar, quantos mais gatos entram em uma casa, mais fácil se torna a adaptação de um novato, mesmo adulto.

A TROPA RECOMENDA:



O livro traz dicas preciosas para resolver uma grande variedade de problemas de comportamento, e de quebra ainda ajuda a enxergar o mundo pelos olhos do gato. Seu relacionamento vai mudar para melhor.